Verdades sobre as Festas Juninas.

 

No mês de junho a Igreja celebra Santo Antônio, São Pedro e São Paulo, São Marçal e o popular São João Batista. Ao longo dos anos, a tradição popular mesclou-se à devoção, e em alguns momentos, os aspectos de ambas chegam a entrelaçarem-se. Até hoje, as pessoas aderem a certos aspectos juninos sem saberem sua origem ou até mesmo seu significado.

 

Por que “festa Junina”?

Existem duas explicações para o termo “festa junina”. Na primeira ela teria surgido em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que essas festas têm origem em países católicos da Europa e, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. De acordo com historiadores, as festas foram trazidas para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial.

 

De onde vêm as danças, fogos e outras tradições?

Na época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. As típicas quadrilhas juninas foram inspiradas pela dança marcada dos nobres franceses. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora. Da península Ibérica teria vindo a dança de fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais (indígenas, afro-brasileiros e de imigrantes europeus) e também religiosos das regiões do Brasil.

 

A festa junina é uma festa pagã?

Não. As festas juninas celebram a memória dos santos católicos. Sobre a origem das festas juninas, Monsenhor Raimundo Possidônio da Mata, historiador, se reporta à Idade Média, “Algumas festas nasceram em substituição às festas pagãs, que ocorriam na sociedade local ou nacional, sobretudo depois da afirmação do Cristianismo como religião oficial em muitos lugares. Não seria admissível continuar celebrando festas pagãs numa sociedade que assumiu a fé cristã como religião do povo”, explica.

 

Como a tradição popular afetou a festa religiosa?

Todos os dias do ano a Igreja faz muitas memórias de Santos e Santas. A tradição popular encarregou-se, porém, de acrescentar peculiaridades à forma de celebrar os Santos. Não alterando, de forma alguma, seu sentido.

 

A fogueia é um símbolo em adoração ao Sol?

A fogueira, que serviu para muitas coisas nas sociedades antigas (esquentar noites frias, espantar animais ferozes, indicar caminhos e também para comunicar uma boa notícia), teria sido utilizada, conforme a tradição, pelos familiares de São João Batista, na noite em que o menino nasceu, para comunicar aos vizinhos e parentes distantes que algo novo tinha acontecido. “Era uma maneira de convidar os parentes e amigos para visitar o recém-nascido e sua mãe e levar-lhes presentes. Tornava-se uma festa familiar, tribal, clânica muito bonita, pois durava alguns dias. Daí originou-se o costume de acender a fogueira junina, que se estendeu depois para os outros santos populares do mês de junho”, explica.

 

A fogueira passou a ser utilizada nas festas de São João pelos primeiros cristãos para lembrar que foi ele quem anunciou a vinda de Cristo, o símbolo da luz divina. Por isso tem-se até os dias atuais esse costume.

 

Conclusão

As festas juninas são festas genuinamente Católicas e todas as tradições, sejam incorporadas pela cultura local ou não, remetem à memória dos santos e mártires que doaram suas vidas pelo cumprimento e anúncio do Evangelho de Cristo. Sendo assim, as manifestações neste período têm o foco central nas tradições católicas, que devem ser mantidas. Celebrar a vida dos santos é celebrar o próprio Cristo seguido por eles, que continua iluminando o mundo e inspirando cada vez mais homens a serem santos.

 

Por: PASCOM

 

Fontes:

- Fundação Nazaré de Comunicação

- História Viva