Santa Missa da Ceia do Senhor.

Disse-lhe Pedro: ‘Jamais me lavarás os pés’. Jesus respondeu-lhe: ‘Se eu não te lavar, não terás parte comigo’”. (Jo 13,8). Mais uma vez evocamos o diálogo entre Jesus e Pedro. Deixar-se lavar por Jesus é condição indispensável para a comunhão com o Mestre, um desafio, um constante exercício de conversão. Exige humildade e comprometimento do discípulo.

Nesta quinta-feira, celebrou-se na Paróquia São Francisco a tradicional Missa de Lava pés,onde a Igreja inicia o chamado Tríduo Pascal e comemora a Última Ceia, na qual Jesus Cristo, na noite em que vai ser entregue, ofereceu a Deus-Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do Pão e do Vinho, e os entregou para os Apóstolos para que os tomassem, mandando-lhes também oferecer aos seus sucessores.

Nesta santa missa faz-se, portanto, a memória da instituição da Eucaristia e do Sacerdócio, é neste momento que Jesus institui a Eucaristia, Pegando o pão diz que: “Tomai, todos, e comei: Isto é o meu Corpo, que será entregue por vós”. E, pegando o pão, diz que: “Tomai, todos, e bebei: Este é o Cálice do Meu Sangue, o Sangue da Nova e Eterna Aliança, que será derramado por vós e por todos, para a Remissão dos Pecados. Fazei isto em memória de Mim!”

Ao fim da celebração, a comunidade saiu em procissão para Adoração do Nosso Senhor Cristo!

Durante a missa ocorre também a cerimônia do Lava-Pés que lembra o gesto de Jesus na Última Ceia, quando lavou os pés dos seus apóstolos. O rito do lava-pés não é uma encenação dentro da missa, mas um gesto litúrgico que repete o mesmo gesto de Jesus. O bispo ou padre que lava os pés de algumas pessoas da comunidade está imitando Jesus no gesto, mas não como teatro; ao contrário, como compromisso de estar ao serviço da comunidade, para que todos tenham a salvação como fez Jesus.O rito acontece, depois da homilia quando o sacerdote, retirando a casúla, cinge-se com um avental e lava os pés daqueles representantes da comunidade.

Nesta noite renovamos nosso propósito de refletir sobre o mandamento do amor. O mistério eucarístico somente poderá ser entendido na dinâmica do serviço. Não pode ser consagrado o Pão onde não há um desejo sincero do seguimento de Cristo, ou seja, do serviço a Cristo na pessoa do próximo, daquele que está à margem da sociedade, do sofrimento, de servir aos irmãos que peregrinam conosco para a Jerusalém Celeste. Devemos comungar com o Senhor, mas devemos comungar para a vida cotidiana, pavimentando assim a vida eterna.